Conforme decisão do desembargador Rogério Fialho Moreira, do TRF da 5ª Região, com sede em Recife, houve o bloqueio de ativos financeiros em todo o país envolvendo cinco empresas e 11 pessoas físicas no âmbito das investigações que atingem diretamente prefeituras do Rio Grande do Norte.
A decisão também determinou o uso de tornozeleira eletrônica para sete investigados, entre eles o prefeito de Paraú, João Evaristo Peixoto .Segundo o magistrado, o gestor foi flagrado em atos de corrupção, o que torna a medida necessária para fiscalizar efetivamente o cumprimento das diversas proibições impostas, especialmente diante de sua inserção em redes de poder local.
Além da tornozeleira, o TRF-5 manteve restrições como proibição de acesso a determinados locais, contato com outros investigados e impedimento de se ausentar da comarca ou do país. Para o tribunal, essas medidas são indispensáveis para garantir a integridade da investigação e evitar interferências.
Apesar da gravidade dos fatos, o desembargador entendeu que o afastamento de João Evaristo Peixoto do cargo de prefeito não se mostra imprescindível neste momento. Segundo a decisão, trata-se de uma medida extrema, que interfere diretamente na soberania do voto popular manifestada na eleição municipal.
Entre os investigados submetidos ao uso de tornozeleira estão Oseas Monthalggan, ex-candidato a prefeito de Upanema e sócio formal da DISMED, e José Moabe Soares, apontado como sócio de fato da empresa e ex-vice-prefeito da Serra do Mel. De acordo com a Polícia Federal, José Moabe teria armazenado cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo no apartamento do sogro, Aldo Araújo, controlador-geral de um município potiguar.
O conjunto das decisões judiciais reforça a dimensão do escândalo e amplia o cerco sobre uma complexa rede de interesses políticos e empresariais que operava dentro de administrações municipais do Rio Grande do Norte.
O irmão do ex-vereador e secretário municipal adjunto de assistência social Francisco Carlos, o representante comercial da Dismed Sidney Carlos de Melo, está entre os alvos da Operação Mederi que está tonozelado pela Justiça Federal.
A justiça determinou que Sidney, além de usar tornozeleira eletrônica, pagasse uma fiança de R$ 25 mil. Ele está proibido de manter contato com os demais investigados e de se ausentar da comarca de Mossoró.
Ele é apontado como pelos investigadores como um operador financeiro e articulador político. Sua função era garantir que o fluxo de dinheiro entre as empresas fornecedoras (como a DISMED) e os agentes públicos ocorresse sem percalços.
Sidney é descrito como o elo que “abria portas” em diversas prefeituras da região Oeste para as empresas do grupo de Oseas Monthalggan.
Atuando há mais de 20 anos no mercado, o irmão do ex-vereador possuía entrada livre em gabinetes, o que facilitava o direcionamento de editais de licitação e a agilização de pagamentos por parte das secretarias municipais, com destaque para a cidade de São Miguel.
Em diálogos interceptados pela Polícia Federal, Sidney aparece em situações que sugerem discussões sobre percentuais de propina que variam de 5 a 10%.
O irmão dele, o vereador Francisco Carlos, não é investigado no caso.
Além de Sidney, outros alvos da operação também foram tornozelados.
Embora os holofotes tenham se voltado para a residência do prefeito Allyson Bezerra (UB) em Mossoró, os autos da Operação Mederi revelam um cenário de corrupção sistêmica que se infiltrou em pelo menos outras cinco prefeituras da região Oeste e Vale do Assu. As cidades de Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha não foram apenas “citadas”, mas serviram de palco para o que a Polícia Federal (PF) descreveu como uma rede de “faturamento fantasma” e “logística de propina”.
O elo comum entre todas as cidades era a empresa DISMED e sua rede de apoio, como a Drogaria Mais Saúde. Sob o comando do empresário Oseas Monthalggan, o grupo operava a “Matemática do Município”.
Interceptações telefônicas revelaram que o esquema funcionava sob demanda: as prefeituras emitiam ordens de compra vultosas, as empresas entregavam apenas uma fração dos medicamentos (ou nenhum, no caso do “faturamento fantasma”) e o saldo restante era convertido em dinheiro vivo para pagamento de agentes públicos, segundo a Polícia Federal.
O que foi descoberto até agora nas outras cidades?
Serra do Mel
Foi o município com a maior densidade de alvos no primeiro escalão. A PF e a CGU focaram na Secretaria de Saúde, onde a secretária Anacélia Freitas e assessores foram alvo de buscas.
Diferente de Mossoró, onde a defesa alega “diálogos de terceiros”, em Serra do Mel a CGU encontrou discrepâncias físicas: o sistema apontava a entrada de medicamentos de alto custo que nunca foram localizados nas prateleiras da farmácia central. Um empresário local foi preso por posse ilegal de arma durante as buscas.
São Miguel
Em São Miguel, a investigação atingiu o Chefe de Gabinete, Lincoln Micaele. O prefeito Leandro Rego (UB) tentou desvincular a imagem da gestão atual, afirmando que os contratos eram “heranças administrativas”. Contudo, a PF apura se houve direcionamento de editais recentes, criados com cláusulas específicas para beneficiar apenas as empresas do núcleo de Oseas Monthalggan.
José da Penha
Neste município, a PF levou documentos da prefeitura e da casa da Secretária de Saúde, Thaciane Maria.
A auditoria da CGU identificou que itens básicos de saúde tinham preços até 40% superiores à média de mercado. A prefeitura recebeu um ultimato de 30 horas para entregar cópias integrais dos processos de pagamento, sob risco de intervenção judicial.
Paraú
O prefeito Júnior Evaristo (PP) confirmou a operação na cidade. Aqui, a suspeita recai sobre contratos de 2024 e 2025. A PF investiga se a prefeitura realizava pagamentos por lotes de medicamentos que constavam como “entregues” apenas no papel, técnica usada para drenar recursos federais de forma rápida.
Tibau
Em Tibau, as buscas focaram em processos licitatórios. A suspeita é de que empresas “laranjas” ligadas aos mesmos sócios da DISMED participavam das mesmas licitações para simular uma concorrência inexistente, garantindo que o valor final do contrato permanecesse sempre no teto máximo permitido.
Uma Crise Regional
Com o bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal e a apreensão de mais de R$ 250 mil em espécie em toda a operação, o impacto não é apenas jurídico, mas administrativo. As prefeituras agora correm o risco de desabastecimento, já que as principais fornecedoras de medicamentos da região estão com contas bloqueadas e proibidas de contratar.
Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, comprou 90% de um projeto de energia eólica de Fabio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro.
Como parte do pagamento, Faria recebeu um apartamento de R$ 50 milhões, em São Paulo. Meses depois, ele revendeu o imóvel por R$ 54 milhões.
A negociação do projeto de eólica ocorreu em fevereiro de 2024, pouco mais de um ano depois de Faria deixar o posto de ministro.
Pela legislação, um ex-ministro é considerado uma pessoa politicamente exposta (PEP) até cinco anos após sair do cargo.
O fato de Vorcaro ter negociado com um ex-ministro, ainda classificado como PEP, não representa uma ilegalidade, mas impõe um padrão mais alto de transparência. Resolução do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) determina “especial atenção” às operações financeiras nesses casos.
“Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública”, afirmou o ex-ministro, por nota (leia a íntegra mais abaixo).
Dois anos depois, o negócio ainda não foi registrado oficialmente. A empresa ligada a Vorcaro não aparece como sócia de Faria na Junta Comercial, nem na Receita Federal. Nesse período, também não houve nenhum avanço no projeto de energia eólica.
Há dúvidas sobre a viabilidade do negócio no médio prazo.
O projeto —localizado no Rio Grande do Norte, estado de origem do ex-ministro— tem previsão inicial de geração de 240 megawatts. Porém, hoje, não há capacidade na rede elétrica local para escoar a energia, nem previsão de quando isso deve ocorrer.
Ou seja, se houver a instalação de torres de energia eólica na área, é possível gerar energia, mas não transmiti-la para a rede elétrica do país.
Esse gargalo afastou o interesse do mercado no projeto do ex-ministro. Antes da venda para Vorcaro, Faria procurou outros investidores, sem sucesso.
Área do projeto da Fazenda São Pedro, adquirido por empresa ligada a Daniel Vorcaro Imagem: Open Street Map
Negociação com Daniel Vorcaro
O UOL apurou que a negociação foi iniciada entre Vorcaro e Faria —o ex-ministro nega.
Em seguida, Vorcaro colocou a empresa Super Empreendimentos e Participações para fechar o negócio.
Segundo investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República), a Super era usada para desviar patrimônio do Banco Master para Vorcaro.
Na época da negociação com Faria, a Super era dirigida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em janeiro, Zettel foi preso —e em seguida solto— na segunda fase da Operação Compliance Zero.
Foi Zettel quem participou dos trâmites finais da negociação com Faria, segundo documentos apresentados ao UOL pelo ex-ministro.
De acordo com os documentos, Super e Faria assinaram um “contrato de cessão de quotas sociais” e se tornaram sócios da empresa Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE, com 90% e 10% das quotas, respectivamente.
Para ter efeito, a mudança societária deveria ter sido registrada na Junta Comercial do Rio Grande do Norte.
Porém, após dois anos, a SPE permanece registrada apenas no nome do ex-ministro, com capital social de R$ 1.000.
Dessa forma, a negociação se deu por meio de um contrato de gaveta.
Faria diz que a obrigação de registrar a mudança societária era da Super. A reportagem procurou a empresa, mas não teve retorno. Zettel também não respondeu.
Segundo manifestação enviada por Daniel Vorcaro, o cunhado continua sendo sócio da Super —Zettel deixou a diretoria no segundo semestre de 2024.
“A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a relação de seu cliente com a empresa Super é comercial, envolvendo operações de compra e venda de ativos e contratos de inquilinato. Ressalta, ainda, que um dos sócios da empresa é cunhado de Vorcaro, fato de conhecimento público”.
Negócio de R$ 67,5 milhões
Como pagamento, a Super ofereceu a Faria um apartamento de R$ 50 milhões na região da Avenida Faria Lima.
O imóvel tem 818 m² de área privativa, cinco suítes, sete banheiros e onze vagas de garagem. O prédio, com apenas 16 unidades, fica próximo do Clube Pinheiros e do Shopping Iguatemi.
O apartamento não chegou a ser transferido, oficialmente, para o nome do ex-ministro.
Em setembro, Faria revendeu o imóvel para uma empresa do Grupo Esfera, do empresário João Camargo, que realiza eventos com políticos no local.
Do valor de venda de R$ 54 milhões, Faria recebeu R$ 24 milhões à vista. Os R$ 30 milhões restantes foram pagos em doze parcelas mensais de R$ 2,5 milhões.
Esse não é o primeiro imóvel negociado pela Super para atender a interesses de Daniel Vorcaro.
Em 2022, a Super comprou o apartamento de R$ 50 milhões em que o banqueiro mora em São Paulo. Em 2024, a casa de R$ 36 milhões onde vive quando está em Brasília.
Também em 2024, a Super doou um apartamento de R$ 4 milhões para uma mulher que se diz “sugar baby” e que é ré por lavagem de dinheiro. No processo, ela é defendida por um advogado que também atua para Daniel Vorcaro.
Desde 2021, a Super adquiriu 19 imóveis, segundo levantamento do UOL. Juntos, somam mais de R$ 300 milhões.
A Super era controlada pelo fundo de investimentos Termópilas, investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de participar da fraude do Banco Master. Em 2024, o fundo declarou ter repassado R$ 1,6 bilhão à empresa.
Edifício onde fica o imóvel de R$ 50 milhões cedido a Fábio Faria pela empresa de Vorcaro Imagem: Pilar Homes/Divulgação
A compra do projeto de Faria é o primeiro caso conhecido de um investimento da Super no setor energia. A empresa é listada na Receita Federal com a atividade de “holdings de instituições não-financeiras”.
Dois anos depois de fechar o negócio, a Super não desenvolveu nenhuma atividade no projeto de energia eólica.
Energia eólica
O projeto eólico de Faria foi desenvolvido para ser instalado em uma área que pertence a sua família há pelo menos três gerações.
O local fica entre dois parques eólicos já instalados, bem próximo ao mar, em uma região com ventos fortes, propícia à geração de energia.
O problema para dar início ao empreendimento, porém, é que os projetos já instalados na região —e no Rio Grande do Norte como um todo— estão gerando energia no limite da capacidade da rede de transmissão e há risco de sobrecarga.
Por isso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não tem liberado a conexão de novos projetos.
A sobrecarga e a negativa de conexão de novos projetos pelo ONS são destacados até em laudo contratado por Faria, finalizado em 2022.
O UOL conversou com especialistas em geração de energia no Rio Grande do Norte, que destacaram que não há, no momento, nenhum projeto para mudar esse cenário no médio prazo.
“Destaca-se a necessidade de restringir o escoamento da geração renovável variável para mitigar o risco de colapso de tensão no sistema de transmissão entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte”, diz relatório do ONS de 2024.
Há ainda um “congestionamento” no sistema que transmite a energia eólica gerada no Nordeste para os estados do Sul e Sudeste, os principais consumidores.
“A inclusão de geração adicional nas regiões Norte e Nordeste, independentemente do tipo de fonte, poderá ocasionar restrições ao escoamento da geração produzida, face às limitações das interligações, em cenários de elevados excedentes de geração nessas regiões”, cita outro estudo do ONS de 2024.
Essa limitação permaneceria em vigor até a conclusão de novas obras de transmissão, ainda não iniciadas.
Antes de Vorcaro comprar o projeto, a Pacific Hydro, que hoje se chama Spic Brasil, arrendou o terreno da família de Fabio Faria, de 2009 a 2014, mas não conseguiu levar adiante um projeto de energia eólica no local.
Houve ainda uma parceria com chineses, que também não prosperou.
Imagem de escritura de imóvel vendido por Fabio Faria Imagem: Reprodução
O que diz Fabio Faria
“A venda do projeto eólico de 240 MW, com expansão para mais 132 MW, denominado Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE Ltda., foi realizada em fevereiro de 2024, cerca de dois anos atrás, período em que Fabio Faria já atuava no setor privado há mais de um ano, sem exercer qualquer cargo público.
É importante ressaltar que Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública.
O projeto eólico negociado tem origem em uma área de 9.661 hectares, adquirida em 1977 pelo empresário Osmundo Faria, localizada no litoral do Rio Grande do Norte. A partir dessa área, os herdeiros constituíram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para o desenvolvimento de projetos de energia renovável, com foco na geração eólica. Após a realização de estudos técnicos, certificação dos ventos e obtenção das licenças e autorizações necessárias, o projeto atingiu estágio de maturidade que permitiu sua oferta ao mercado.
Em fevereiro de 2024, foi negociada a venda da totalidade do projeto. Como resultado das tratativas, a Super Empreendimentos e Participações Ltda. adquiriu 90% dessa SPE, optando por manter um parceiro local estratégico, como é praxe em projetos de energia.
A parte vendedora ancorou a proposta de valor do projeto eólico em pesquisa de mercado e em referências usuais do setor. O valor do ativo foi inclusive atestado por auditoria posterior. Como parte do pagamento previsto contratualmente, houve a entrega de um imóvel, recebido no primeiro semestre de 2024 e colocado à venda em seguida.
Como a venda ocorreu antes do prazo contratual para eventual transferência definitiva para o nome do beneficiário, a parte recebedora participou da operação como anuente, com o recolhimento integral dos tributos incidentes, inclusive o ITBI.
No que compete exclusivamente à parte vendedora, todas as obrigações fiscais decorrentes da operação foram devidamente apuradas, declaradas e cumpridas perante a Receita Federal, em conformidade com a legislação aplicável.
Por fim, ressalta-se que não existe, nem nunca existiu, sociedade pessoal entre a parte vendedora e pessoas físicas alheias ao quadro societário da empresa compradora. A relação entre as partes limita-se, exclusivamente, à participação minoritária na SPE específica, nos termos estritamente definidos nessa operação empresarial”.
O impedimento semiautomático, tecnologia que vem sendo apontada como uma revolução na arbitragem do futebol, tem um detalhe curioso e altamente tecnológico: ele funciona, basicamente, com iPhones. O sistema, conhecido como SAOT (Semi-Automated Offside Technology), utiliza cerca de 28 a 32 aparelhos iPhone 16 Pro ou modelos mais recentes, espalhados estrategicamente pelos estádios, para mapear cada lance do jogo em altíssima precisão.
Adotada em ligas como a Premier League, a tecnologia está prevista para estrear no Campeonato Brasileiro da Série A em 2026. No Brasil, a implementação ficará a cargo da empresa Genius Sports, contratada pela CBF. Como funciona o impedimento por iPhone
Os aparelhos são instalados em suportes ao redor do campo e gravam a partida em 4K, a 100 frames por segundo, captando imagens de múltiplos ângulos. A partir desses registros, um sistema de inteligência artificial cria uma réplica digital do jogo em 3D, analisando em tempo real diversos pontos do corpo dos atletas e a posição exata da bola.
Com isso, o sistema identifica o momento preciso do passe e o atleta mais próximo da linha de fundo, reduzindo drasticamente o tempo de análise e as polêmicas causadas pelas tradicionais linhas traçadas manualmente.
Apesar da automação, a decisão final continua sendo do árbitro de vídeo (VAR), o que caracteriza o modelo como semiautomático.
Animações em 3D e mais transparência
Outro diferencial do sistema é a geração de animações em 3D, que mostram de forma clara e visual a posição de impedimento. As imagens podem ser exibidas tanto no telão do estádio quanto nas transmissões de TV, oferecendo mais transparência ao torcedor.
Instalação já começou no Maracanã
A Genius Sports iniciou, na manhã desta quarta-feira, a instalação das câmeras no Maracanã, no Rio de Janeiro. O estádio contará com 12 suportes distribuídos pelo gramado, totalizando 28 aparelhos celulares, posicionados na linha de impedimento, na região central do campo, nas áreas de escanteio e atrás dos gols.
Para funcionar, o sistema exige apenas energia elétrica e conexão com a internet, estrutura considerada simples para os padrões tecnológicos atuais.
Estreia ainda sem data definida
Embora anunciado como novidade para a temporada 2026, o impedimento semiautomático não será utilizado na primeira rodada do Brasileirão. Segundo a CBF, ainda é necessário concluir a instalação em todos os estádios e realizar o treinamento dos árbitros. Não há, até o momento, uma data oficial para a estreia da tecnologia.
A próxima novela das seis da TV Globo, A Nobreza do Amor, que estreia em 16 de março, terá o Rio Grande do Norte como um de seus principais cenários. A produção utilizou locações em diferentes regiões do estado para ambientar parte da trama, que propõe um diálogo entre Brasil e África a partir de uma história de época marcada por romance, disputas de poder e conflitos sociais.
De acordo com material divulgado pela Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), as gravações no RN foram viabilizadas com apoio institucional do órgão e ocorreram em paisagens como o Parque Nacional da Furna Feia, as Dunas do Rosado, Maracajaú, a Barreira do Inferno e outros municípios potiguares. As locações cumprem dupla função narrativa, representando tanto espaços brasileiros quanto ambientes que, na ficção, dialogam com o continente africano.
Ambientada nos anos 1920, a novela acompanha a trajetória da princesa africana Alika, que foge de seu país após um golpe de Estado e chega ao Brasil, onde conhece Tonho, trabalhador de um engenho no interior nordestino. Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., a obra aborda temas como desigualdade social e resistência. A produção se destaca por sua qualidade cinematográfica e por ser a primeira novela da Globo a ter a África como elemento central da narrativa.
Participação potiguar no elenco
Além das paisagens, a novela também conta com a presença de atores potiguares no elenco. Participam da produção Quitéria Kelly e César Ferrario, ambos com trajetória consolidada no teatro e no audiovisual. A inclusão de artistas locais amplia a representação regional na obra e reforça a inserção do estado não apenas como cenário, mas também como espaço de produção artística.
Turismo e visibilidade do estado
A Emprotur informa que o RN terá cerca de 800 minutos de exposição ao longo da exibição da novela, considerando capítulos e reapresentações. Segundo o órgão, essa visibilidade contribui para o reconhecimento da imagem do estado como destino turístico, embora os impactos concretos sobre o fluxo de visitantes só possam ser mensurados após a veiculação da trama.
Especialistas em turismo avaliam que produções audiovisuais de grande alcance podem influenciar o interesse por destinos exibidos na televisão, especialmente quando paisagens naturais e identidades culturais ganham destaque. No entanto, ponderam que esse efeito depende de políticas complementares, como campanhas de divulgação, estrutura turística adequada e criação de produtos que transformem a exposição midiática em visitas efetivas.No caso do Rio Grande do Norte, a participação em A Nobreza do Amor se insere em uma estratégia mais ampla de aproximação entre o setor audiovisual e a promoção do território, em um momento em que o estado busca diversificar sua imagem turística para além do sol e mar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou as ameaças de atacar o Irã caso o país não concorde em negociar um novo acordo nuclear, enquanto as forças dos EUA realizam um exercício aéreo de vários dias no Oriente Médio, reforçando a presença militar de Washington na região.
Os exercícios têm como objetivo aprimorar a capacidade da Força Aérea dos EUA de deslocar rapidamente pessoal e aeronaves, operar a partir de locais dispersos e manter as operações com uma pegada mínima, informou o Comando Central das Forças Aéreas dos EUA, o componente da Força Aérea dos EUA para o Oriente Médio e Ásia Central, na segunda-feira (26).
O exercício também demonstra a capacidade dos aviadores de gerar missões de combate sob condições exigentes ao lado de parceiros, garantindo que o poder aéreo permaneça pronto quando e onde for necessário.
Trump, na quarta-feira (28), reiterou seu aviso da semana passada de que uma “armada” está se dirigindo para o Irã e ameaçou uma possível ação militar após a repressão brutal do regime a uma onda de protestos antigoverno.
Sua última ameaça exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para alcançar um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou então “o próximo ataque será muito pior” do que os ataques dos EUA no ano passado às instalações nucleares iranianas.
“O tempo está se esgotando”, postou Trump no Truth Social.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que as forças armadas do país estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas do Irã. Mas ele também reiterou a disposição do Irã de alcançar um acordo nuclear justo e equitativo.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, disse que não estão ocorrendo negociações com os EUA, mas que “mensagens indiretas estão sendo trocadas”.
“Se eles afirmam querer negociações, devem parar de fazer ameaças”, postou ele no X.
As tensões sobre o programa nuclear do Irã têm escalado progressivamente desde que Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 com o Irã, em 2018, e reimpos o regime de sanções. A administração Trump argumentou que o Irã busca eventualmente produzir armas nucleares, o que o Irã tem negado repetidamente.
O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já chegou, de acordo com uma postagem de segunda-feira do CENTCOM (Comando Central), que supervisiona as forças dos EUA no Oriente Médio e no Oeste e Centro da Ásia.
A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira (29) cerca de R$ 1,7 milhão em espécie em um veículo parado na BR-050, em Cristalina (GO). A abordagem foi realizada pelo Comando de Operações de Divisas da Polícia Militar de Goiás, e dois homens estavam no carro, segundo informações do Metrópoles.
Os ocupantes não conseguiram comprovar nem explicar a origem do dinheiro. Levantamentos preliminares indicam que eles não têm condições econômicas compatíveis com a quantia, levantando suspeita de que poderiam estar atuando como “laranjas”.
O caso foi encaminhado à Superintendência Regional da PF no Distrito Federal. As investigações seguem para identificar a origem e o destino do dinheiro, sem descartar a possibilidade de uso para pagamento de vantagens indevidas.
Miriam Belchior, Secretária-Executiva da Casa Civil — Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), confirmou nesta quinta-feira (29) que a secretária-executiva Miriam Belchior será a indicada do presidente Lula para comandar o ministério a partir de abril.
Costa deixará o cargo em março para disputar uma vaga no Senado pela Bahia. A confirmação foi feita durante entrevista a uma rádio de Jequié (BA).
Segundo o ministro, a escolha já foi comunicada pelo presidente. Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, é considerada uma técnica experiente e de confiança. A decisão, segundo Costa, segue a orientação de Lula de manter quadros da própria equipe para evitar descontinuidade na gestão.
A Casa Civil é um dos principais centros administrativos do governo, responsável pela articulação entre ministérios e pela coordenação das políticas públicas.
Rui Costa está entre cerca de 20 ministros que devem deixar o governo para concorrer às eleições deste ano, como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Camilo Santana.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou à Papudinha, em Brasília, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O governador poderá permanecer no local até às 13h.
Moraes já havia autorizado a visita de Tarcísio para o dia 22 deste mês, mas o governador não compareceu. Publicamente, ele alegou questões de agenda para não embarcar a Brasília.
Até então, o ùltimo encontro entre os dois aliados havia ocorrido em agosto do ano passado, quando o ex-presidente estava em prisão domiciliar. Nesse ínterim, Bolsonaro teve a condenação no caso da trama golpista transitada em julgado e passou a cumprir pena em unidade prisional.
O ministro do STF frisou na decisão que as visitas deverão observar as regras estabelecidas pelo local onde Bolsonaro está preso. O ex-presidente cumpre pena no 19º Batalhão da PMDF, unidade conhecida como ‐Papudinha”.
Na principal avenida da cidade, a Avenida Abel, a população ficou cerca de três meses convivendo com um buraco que atrapalhava o trânsito e colocava em risco quem passa pelo local.
Após muita espera, a Caern realizou o serviço dizendo que o problema estava resolvido. Não durou nem um mês e o buraco voltou a aparecer, do mesmo jeito.
Isso é falta de planejamento, falta de compromisso e, principalmente, desrespeito com a população que trafega diariamente por essa avenida tão importante para a cidade.
Não dá para aceitar obras mal feitas, sem durabilidade, que só trazem transtorno e prejuízo ao povo.
A população de Carnaubais merece um serviço bem executado, feito com responsabilidade e qualidade.
Que a Caern faça o serviço direito, com planejamento, e respeite quem paga e quem depende dessas vias todos os dias.
Na última terça-feira, 27, vereadores do Partido Liberal (PL) do município de Pureza, venceram um novo julgamento no processo que questionava o cumprimento da cota de gênero nas eleições. O caso foi analisado em segunda instância, e o resultado foi favorável aos parlamentares por unanimidade.
Em setembro, uma ação movida pela candidata Islane Michelle Silva de Souza acusou o PL de Pureza de ter lançado candidaturas fictícias para cumprir a cota de gênero nas eleições de 2024.
A decisão reafirma a legalidade da chapa apresentada pelo partido e fortalece a legitimidade dos mandatos conquistados nas urnas.
Com esse novo desfecho, fica consolidado o entendimento do Judiciário de que não houve irregularidades no processo eleitoral envolvendo o PL em Pureza, encerrando mais uma etapa da disputa jurídica.
A prefeitura de Carnaubais, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, realiza a limpeza da cidade através de ações contínuas de varrição de vias, coleta de lixo doméstico, roçagem, limpeza de bueiros, e recolhimento de entulhos.
O objetivo da gestão municipal é manter espaços públicos organizados e combater focos de doenças, como o mosquito da dengue.
Ações de Limpeza Urbana:
• Varrição e Limpeza: Varrição manual de ruas, praças e logradouros, além da limpeza e desobstrução de bueiros e bocas de lobo.
• Gestão de Resíduos: Coleta regular de lixo, recolhimento de entulhos, podas e limpeza pós-eventos.
• Manutenção de Áreas Verdes: Roçagem e capinação para controle do mato.
A gestão de Dr. Gleudinho vem sendo elogiada pela eficiência nos serviços prestados a população, inclusive na limpeza que vem sendo coordenada pelo secretário Wilson Gregório.
Quem planta respeito e verdade pode até enfrentar ventos contrários, mas nunca perde a dignidade. No fim, o tempo separa o barulho da coerência e mostra quem realmente construiu algo de valor.
Prefeito apela a casos de Rosalba Ciarlini e Fátima Bezerra para não explicar escândalos atuais
O prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, passou a usar a velha tática da defesa pelo ataque para tentar esconder os escândalos nos quais está envolvido até o pescoço nas últimas horas. Em vez de prestar esclarecimentos objetivos sobre os fatos que o atingem diretamente, resolveu ressuscitar defunto.
Alysson voltou a citar episódios antigos, como o caso da Arena das Dunas, envolvendo a ex-governadora Rosalba Ciarlini, e o episódio dos respiradores durante a pandemia da Covid-19, que atingiu a governadora Fátima Bezerra. Tudo isso numa tentativa clara de desviar o foco e confundir a opinião pública.
O problema é que esse tipo de estratégia costuma dar errado. Ao olhar para o passado para tentar se salvar no presente, o prefeito evita falar do que realmente importa: as acusações atuais e o seu papel nelas. Em vez de ressuscitar defunto, Alysson deveria cuidar dos seus próprios “couros” e dar explicações convincentes.